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sábado, 10 de julho de 2010 Post By: Cibele Arabise

Sussurros ao vento

Sussurros ao vento
Espalhe sussurros ao vento.
Verás a brisa leve carregar
Cada palavra rumo
A um horizonte sem fim.
Do mar ou aos montes terrosos,
A semântica das palavras
Sem sentido e direção
Perderá qualidade sonora
E significado indicativo.
Os prolixos, os verborréicos,
Substantivamente falhos,
Têm sonoridade pluralística,
Mas não musicalidade vibrante.
Tentem vibrar como as cordas!
As frequências ressoadas
Magicamente brilharão
No mundo enfeitado de sons.
Como na pista de dança
De um show místico
Deixe-te levar pelos sons.
Junte tudo, prenda o vento,
Acorrente os sussurros,
As palavras não se perderão
Os sons serão só teus.

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Post By: Cibele Arabise

AO MAJESTOSO AÇO

Ao majestoso aço
Fui rainha em um tempo qualquer
Hoje plebéia nas ruas funestas da vida
Sinto um frio mordaz na espinha torta.
Vejo olhares de desprezo e medo
Revirarem meu ser pelo avesso.
Não sofro, não odeio, tento sobreviver
Aos risos de empáfia e arrogância,
Às falsidades por trás dos lábios.
Vejo tudo com tanta nitidez
E tão perfeitamente translúcido
Que o mar pode invadir a terra
E inabalada permanecerei
Porque fui forjada a ser aço.

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Post By: Cibele Arabise

MEU COSMOII

Meu cosmo II
Penso aqui na distante nebulosa.
Tenho em mim fenda monstruosa.
Sofro da ligadura cinética.
Feita por ondas magnéticas.
Entre fendas e abismos de mim
Conversam entre si e o espaço.
Espaço este distante,
Muito longe do vento solar soprante.
Nas fronteiras galáticas do cosmo,
Estrelas explodem energia.
Dentro de mim um dia
Todos os abiismos colidirão,
Quando todas as estrelas
Gigantes de energia serão.
Transformadas em forças
De maior plenitude tal]
para unir meu microcosmo
Ao macrocosmo sideral.

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Post By: Cibele Arabise

CIÚME

Ciúme
Aprecie a paisagem
É devastadora e seca.
É de uma tonalidade
Cinza noturno.
Lembre-se de antes
Do colorido matinal,
Das gentilezas recíprocas,
Dos sorrisos felizes.
Veja agora a morbidez
Da vida destruída.
Sofrimento sem fim,
Mortalhas estilhaçadas
Expostas pela nudez
Do sentimentalismo
Egóico humano.
Sou tua propriedade?
Liberte-me de tua mente
Obssecada por ciúmes.
Tenho vida própria
E preciso viver distante
De teu celular nokia.
Não pense em mim,
Não tenha pessimismo,
Esqueça-me no ostracismo
Das notas musicais do cravo.
Crave no teu peito o fim.
Porque para tudo digo sim,
Exceto para teu ciúme bravo!!!!!!

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