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quinta-feira, 28 de agosto de 2008 Post By: Cibele Arabise

Decisão

Aérea, etérica
Enevoada flor mística
Transmites parcimônia.
Nos devaneios atuais,
Dos instantes deste mundo,
Não vejo mais em ti
Tranquilidade monastérica.
As torpes falanges enganosas
Sussurram maledicências
E disseram-me com sarcasmo
"ela é do mal".
Há quem viu por frestas
Atos de vilipêndio de ti.
Defenda-se enquanto há tempo
Os carrascos do julgamento
Aproximam-se com rapidez
Seus passos já ouvidos de longe.
Se não houver defesa, fuja
Porque a justiça agirá.

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sábado, 16 de agosto de 2008 Post By: Cibele Arabise

De repente

Brisas leves
Carregam meu ar
Expirado ao horizonte,
Inflamado pelo sol poente,
De céu avermelhado
De onde nuvens fugazes
Transpassam o astro rei.
Do lado oposto ao horizonte,
Meu sorriso maroto
Esconde minha alma
Aflitivamente carregada
Pela dor que comprime
Sem piedade meu coração.
Porque para mim basta
Esperar-te por tanto tempo.
Quase pela eternidade.
Socorra-me nestas areias
Antes que as ondas carreguem
Meu franzino e feminino corpo.

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terça-feira, 22 de abril de 2008 Post By: Cibele Arabise

REALIDADES

REALIDADES
Faces diferentes de uma vida.
Realidades distintas a viver.
Gerenciar sem cansar-se.
Talvez para este mundo,
Eu não esteja ainda pronta.
Meus pulsos latejam
Um sangue apreensivo.
Tenho ânsia e ora medo.
É indefinido tudo em mim.
Desejo tantas coisas,
Quero experimentar várias
E diferentes realidades.
Provar a sede dos mortais
E sentir-me saciada.
Da alegria à tristeza
Conheço sem ter saudades.
Quem sabe um dia me encontre,
Naturalmente, vivendo e gostando
Da realidade em que eu estiver
E sem perceber
Não desejarei viver outras mais.

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quarta-feira, 16 de abril de 2008 Post By: Cibele Arabise

Astronomia Planetária

Gravito em um sistema opaco.
Apesar de haver um rei solar,
Não há brilho emanado
Do centro para todo o sistema.
A elipse orbital é monótona.
Nos solstícios, ambos os hemisférios sofrem
Na impaciência de esperar pelo depois.
Nas datas de eclipses solares
Todos em órbita riem, deveras,
Porque o sol é uma piada
Estacionária e sem brilho
Quem sente sua falta quando some?
As minhas luas estão desesperadas.
Não suportam mais o sufocamento.
Até elas têm mais brilho!
Nas noites prolongadas de inverno,
Elas gastam mais energia,
Porque o sol opaco demais
Não as aquece durante o dia.
Posso contar uma história sem sentido,
Mas me sinto afundada em nebulosas.
Enquanto todo o resto discute,
Vislumbrando, as galáxias incontáveis,
No meu céu particular,
Apesar da escuridão noturna
Insistentemente presente,
Não vejo os brilhos estelares.
É tudo opaco e nebuloso.
E tu que eras um sol de outrora
Perdeu brilho em minha vida.
Procuro agora por brilho e luz
No fim do universo vindouro.

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