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domingo, 15 de fevereiro de 2009 Post By: Cibele Arabise

A PRAÇA



A PRAÇA
Lamentos, repetidos lamentos.
De tão enfadonhos e chatos,
Cansei-me definitivamente deles
E não deixei aviso na saída.
Vi o jardim da praça e saí .
Encantei-me de imediato
Com a leveza e a alegria,
Com a despreocupação desmedida.
Voltei à inocência infantil
E abandonei os problemas.
Deixei também para trás
Os lamentos da minha vida,
As intermináveis frustrações,
Os desejos indesejáveis.
Somente vi a real vida
Naquela simples praça.
Os espelhos nunca refletiram
A vida como aquela praça.
Foi tudo transparente e mágico.
Quando não se vê a si mesmo
Ter coisas é impossível.
Não há vazio que se sustente
Com objetos que não se deseja.
A calma e a tranquilidade
Desalojam os medos do coração.
A tempestade se desfaz em instantes
E os jardins florescem a frente.
Os sentidos se aguçam
E tudo a volta é percebido.
Foi assim com a praça.

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Post By: Cibele Arabise

FALTOU PALAVRAS


FALTOU PALAVRAS
Abandono não é uma opção.
É um destino fatídico,
Um sofrimento lamentável.
Alguém se decepcionou,
Ou alguém queria mais,
Ou não há razões justificáveis.
O que sei do meu próprio abandono
É que nada fiz, literalmente!
Eu o decepcionei, sem agir.
Sentiu-se desprezado pelo desdém
Que nunca demonstrei.
Somente seus olhos viram
Meu descaso crescente e esmagador.
Adjetivos redundariam ainda mais
Esta pobre descrição e para ser mais
Refinada e sucinta com as palavras
Digo apenas que faltou diálogo.
Um amadurecimento das personalidades,
Um objetivo visível de nossas vidas,
Ou o que realmente queríamos
Juntos ou separados.
Quando olho o passado, sinto-me envergonhada
Por não ser madura
Não sabia como fazê-lo feliz
Nunca me disse, nem demonstrou
Também, faltou palavras
O que mais esperar?

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Post By: Cibele Arabise

LUTA SEM FIM

LUTA SEM FIM
Estou melancólica
E uma dor profunda
No coração ainda solitário
Insiste em me abater.
Talvez nostálgica não seja o termo

Adequado e propício de enfrentar
O passado do tempo
Mas o que há de real é um presente
Sempre presente diante de olhos,
Desejosos de entristecer,
Mas invioláveis a depressão.
Tenacidade e determinação
Muitas vezes faltam
No pequeno espaço
Destinado a minha vida.
Arranco torrões de terra
Na luta diária do meu ser
Para compreender
A incompreensível vertente
Da face social humana.
Meu olhar perdido na multidão
Desinteressa a mim mesma.
A objetividade se desfaz
Em fumaça como na nuvem
Lá no céu sem nome.
Minhas forças revigoram-se
A cada dia no amanhecer
Para a luta permanente
Continuar do presente entre nós
Ao futuro sem muitos de nós.

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