Deuses e mortais
Mortais comensais ajoelham-se,
Voltam suas faces em desespero
E olhos lacrimejantes avermelhados
Aos céus de azul imobilizante.
Imploram por piedade.
Levantam os braços e bradam por amor.
Piedade não é virtude de covardes,
Mas o medo povoa os corações dos fracos.
Os gritos ecoam pelo horizonte.
Contudo, os deuses não os ouvem.
Orbitam na plenitude da iluminação.
E muito distantes do flagelo humano,
Não se responsabilizam por atos alheios.
Apiedam-se sim, pelo que vêem e presenciam
E não pelo que desconhecem,
Não vêem os pobres mortais em sofrimento.
Subscribe: 

Postar um comentário